Segunda-feira, Setembro 29, 2008


Segundo um amigo gaiato, duas perguntas atormentam bocas e mentes em João Pessoa:

1- Quem pegou o bouquet lá no CCJ?
2- Como é que o povo feio vai doravante se virar na night, agora que a Lei Seca tá valendo mesmo na cidade?
REPASSANDO...

Semana de libertação da escravidão animal



Programação



8 de outubro: Mobilização na Praça da Bandeira das 8:00h às 18:00h. Será armada uma tenda, serão afixados cartazes, será afixada uma faixa de 2m x 0,8m sobre o tema vegetarianismo, serão distribuídos textos e panfletos sobre o tema do evento, distribuição de lanches vegetarianos, venda de produtos relacionados ao tema do evento, etc.



9 e 10 de outubro: Haverá palestras e distribuição de material relacionado ao tema do evento em alguns colégios do ensino médio de Campina Grande – PB (ainda a serem definidos os colégios e o horário).



11 de outubro: Haverá palestras no auditório da faculdade de administração da UEPB, distribuição de material impresso sobre o tema do evento, etc. Entrada franca



Abertura



9:00h: Pronunciamento do organizador do evento, Johanns de Andrade Bezerra



9:15h: Exibição do documentário TERRÁQUEOS.



10:30h: Palestra de Johanns de Andrade Bezerra – Presidente da PAV (associação de Proteção Animal e Vegetarianismo) – Tema: Abolição da exploração animal.



11:00h: Distribuição de lanches vegetarianos.



11:15h: Palestra de Fernando Loureiro – Médico clínico geral naturalista – Tema: Vegetarianismo, saúde e evolução espiritual.



13:30h: Exibição do documentário TERRÁQUEOS.



14:40h: Palestra de Johanns de Andrade Bezerra – Presidente da PAV (associação de Proteção Animal e Vegetarianismo) – Tema: Abolição da exploração animal.



15:00h: Palestra de Diego Araújo – Estudante de biologia da UEPB – Tema: Vegetarianismo e evolução social.



15:40h: Distribuição de lanches vegetarianos.



16:00h: Palestra de Fernando Loureiro – Médico clínico geral naturalista – Tema: Vegetarianismo, saúde e evolução espiritual.



16:20h: Palestra de Talden Farias – Advogado ambientalista – Tema: Direito animal:

Do antropocentrismo ao biocentrismo.
AÇÃO
União terá que indenizar usuário por atraso em vôo
Agência Brasil


Brasília - A Justiça Federal em Santa Catarina condenou a União a indenizar um cliente da empresa aérea TAM cujo vôo chegou ao destino final com 22 horas de atraso. O autor da ação, Getúlio Correa, deve receber R$ 178,50 por danos materiais e o equivalente a dez salários mínimos (R$ 4.150) por danos morais.
Os valores deverão ser corrigidos desde a data do vôo, 5 de dezembro de 2006. A sentença ainda não foi publicada no Diário de Justiça e a Advocacia Geral da União (AGU) ainda pode recorrer da decisão.
Para o juiz federal substituto Cláudio Roberto da Silva, o problema ocorreu porque o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta-1) "realizou mal o serviço" que se encontrava sob a sua responsabilidade, qualquer que tenha sido a razão. "O nexo de causalidade [entre o atraso e a responsabilidade da União] está bem caracterizado pelo fato de que a aeronave apenas não decolou no horário previsto justamente em razão daquela omissão atribuída à União", concluiu o juiz em sua sentença.
Na ação, Correa diz ter chegado ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, uma hora antes do horário previsto para a partida de seu vôo com destino a Florianópolis. Seis horas depois, ele foi informado de que todas as decolagens tinham sido canceladas devido a falhas nos equipamentos de comunicação entre pilotos e o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo de Brasília (Cindacta-1).
Remarcado para a manhã do dia seguinte (6), o vôo de Correa só partiu seis horas além do horário previsto. Ele alega ter passado por "enorme desconforto, transtorno e aborrecimento, sentimentos agravados pelo descaso e falta de assistência e informações por parte da empresa aérea TAM", que teria lhe negado hospedagem e transporte.
No pedido de indenização, a advogada de Correa, Graziella Klempous Correa, responsabiliza a União pelo problema, alegando que o atraso aconteceu devido ao "fatídico apagão aéreo" desencadeado após o acidente da Gol, ocorrido em setembro de 2006. Para a advogada, em última análise, o ente público responsável deveria ter equipamentos de comunicação de reserva. "O apagão aéreo do dia 5 de dezembro de 2006 é decorrente do sistema falho e precário. Sistema este gerenciado, conduzido e administrado por servidores públicos federais ou civis que prestam serviço ao Ministério da Aeronáutica".
Graziella também atribuiu parcela da culpa à TAM. Para ela, o cancelamento dos vôos no dia 5 ocorreu após as 19h30, enquanto o avião de seu cliente deveria ter partido às 16h47. "Houve neste episódio absoluto descaso da empresa", afirmou Graziella. "A TAM não proporcionou nenhum recurso que pudesse dirimir o tortuoso evento, comprovando que sua atuação no mercado se dá exclusivamente com fins de angariar lucros, sem qualquer preocupação com a prestação de um serviço de qualidade e respeitoso com os seus clientes", concluiu a advogada.
Em sua defesa, a União alegou que os atrasos não ocorreram por causa de sua ação ou omissão, mas sim porque a TAM vendeu passagens para o período além de sua capacidade. Também sustentou que não há nexo causal entre a alegada omissão do Poder Público e os prejuízos apontados por Correa. "É notório que as operadoras do transporte aéreo sistematicamente cancelam ou atrasam vôos em razão de múltiplos fatores, geralmente atribuíveis a suas próprias administrações".
Além de atribuir à empresa aérea toda a responsabilidade pelo ressarcimento dos danos morais, a União também defendeu que a indenização por danos morais serviria para "estimular a indústria das indenizações.
O juiz, no entanto, concluiu que a TAM não deu qualquer causa ao atraso, ficando impedida de cumprir o contrato de transporte por "determinação da autoridade aeronáutica", não se podendo lhe imputar o próprio atraso e, também, qualquer comunicação mais precisa sobre o momento em que o vôo poderia partir.
A TAM preferiu não comentar as críticas de Correa ou a decisão judicial.

Sexta-feira, Setembro 26, 2008

UnB elege José Geraldo novo reitor





Publicação: 26/09/2008 03:54 Atualização: 26/09/2008 04:05
"Vai nascer uma nova UnB". Foi com essa frase que o reitor eleito da UnB, José Geraldo de Sousa Junior resumiu o que será a instituição nos próximos quatro anos. O candidato da chapa 76 - UnB Século 21, venceu o segundo turno das eleições para o cargo, realizadas nesta quarta e quinta-feira (24 e 25/09), com 51,61% dos votos de todas as categorias, que incluem corpo docente, servidores e alunos. Dos 28.028 eleitores, 18.103 participaram do segundo turno. Na primeira etapa das eleições, realizada na semana passada, apenas 10.558 votaram.

O resgate do projeto original da UnB é a intenção do reitor eleito. Ele defende a produção de conhecimento com responsabilidade social e a solução de problemas emergenciais enfrentados nos câmpus."A primeira e mais urgente, de natureza política, é afirmar uma atitude exemplar do reitor, recuperar o sentido deliberativo e participativo da tomada de decisões pelos colegiados, que é o modelo próprio da universidade. Exercer suas atribuições, mas não de forma isolada. Criar espaço de debate para a sociedade. De natureza funcional, fazer um modelo organizacional, para isso é preciso instalar o congresso universitário", disse o novo reitor, durante as comemorações ao fim das apurações.

Para o vice-reitor eleito João Batista de Sousa, é necessário haver excelência na gestão de recursos humanos, tecnológica e do patrimônio da UnB. "A participação expressiva dos estudantes, como foi a dos servidores, seguiu o exemplo da nossa campanha. Pretendemos realizar uma gestão para todos, inclusive a categoria do corpo docente. A oposição fortalece a gestão, pois não há consenso num processo de consulta como esse e não trabalharemos apenas para o grupo que nos elegeu".

O processo de apuração

Na madrugada desta sexta-feira, os computadores emitiram a relação dos mais votados em poucos minutos, mas a análise das cédulas de papel ocorreu quase duas horas depois, antes do previsto pela Comissão Organizadora de Consulta (COC). De acordo com o presidente da comissão, professor David Fleischer, a apuração dos resultados das eleições no segundo turno superaram as expectativas. "Dessa vez não tivemos problemas, a não ser um pequeno atraso na chegada das urnas eletrônicas. O restante correu tudo bem", disse Fleischer. José Geraldo está agora no primeiro lugar da lista tríplice que seguirá para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Cabe a ele indicar o novo reitor, ainda que o governo federal tenda a respeitar a vontade da comunidade universitária.

Quinta-feira, Setembro 25, 2008

Ando com muita saudade do meu amor... É difícil enfrentar gregos, troianos e afins, sem poder contar com algum "colinho"... O que seria de mim sem os amigos?

Muita gente anda me perguntando acerca de como eu me sinto com relação às críticas que me foram feitas nos últimos dias (poderia ter dito, no melhor estilo Madame Satã, "críticas à minha pessoa"...). Pois bem, "minha pessoa" não se sente incomodada com isso. Afinal, a identidade também é confirmada pelos adversários...

Agora sim, um filme de verdade. Felicidade, do diretor Todd Solondz (de 1998, isso é que dá morar em João Pessoa...). Filme com um "F" bem grande... Duro, rude e verdadeiro, além de profundamente inquietante. Um tapa na cara da nossa idéia boba de felicidade! Fortemente recomendado!

Gostaria de retificar um comentário que fiz neste blog por ocasião da realização da polêmica cerimônia de união homoafetiva ocorrida no CCJ. Com efeito, afirmei naquela data que o rito era “requentado”, visto que os contratantes já teriam supostamente realizado outros eventos idênticos em dois outros Estados brasileiros. Na verdade, recebi esta informação por email e depois pesquisei no Google onde encontrei algumas matérias sobre o assunto. O comentário foi postado na sexta-feira à tarde, porém no início da noite, quando tive uma reunião com os membros do MEL e Edvaldo Brasil, fui informado pelo último de que a informação veiculada na internet era equivocada. Na verdade, eles haviam realizado uma espécie de “noivado” na Bahia e haviam tentado firmar a parceria em Fortaleza, sem, entretanto, lograr êxito. Como estive muito envolvido em diversas atividades nos últimos dias, inclusive respondendo às provocações que me foram feitas pelo fato de abrir o espaço do CCJ para o polêmico evento, não pude corrigir meu comentário. Quero agora de público retificar meu erro revendo o que escrevi naquela ocasião. No mais, gostaria de pedir desculpas aos senhores Edvaldo Brasil e Daniel Mondego por qualquer constrangimento que o meu infeliz comentário tenha causado.

Segunda-feira, Setembro 22, 2008


Incauto, fui hoje ao cinema para ver finalmente Ensaio sobre a cegueira. Sim, porque ao contrário do que imaginei, segunda-feira é o pior dia, exatamente por ser o mais barato. Sala lotada, acabei ficando na terceira fileira, entre um casal cuja senhora devorava um saco gigante de pipocas amanteigadas, e dois rapazes que ainda sabiam formar igualmente um par... Os comentários eram imperdíveis, principalmente aqueles politicamente incorretos sobre os cegos ou sobre as sardas de Julianne Moore. Obviamente, o casal que ainda são sabia sê-lo, levou mais da metade do filme para entender que a personagem principal não era cega... (e no final do filme, gritaram, para meu desepero, que finalmente ela estava cega...). Foi quase uma epifania... minha ou deles, pouco importa...

No final, aquele tropeço do público louco para sair, exatamente igual ao que se passa quando os aviões pousam no Castro Pinto.Como todos sabem, para desespero das comissárias de bordo, que pedem inútil e gentilmente aos passageiros que eles esperem a parada completa da aeronave para descer, a manada, mal o avião pousa em solo pessoense, começa a se levantar...

Pois é, todo mundo saindo do cinema na maior risadagem e eu esperando a ficha técnica passar, só para conferir algumas coisas. Inútil, os caras desligaram tudo. Afinal, quem quer ver aquelas letras passando na tela. Sentindo-me ameaçado com o olhar do laterninha, tipo, "o que esse imbecil tá fazendo aí sozinho no cinema", fui embora também, puto.

Mas vamos ao filme. Ao contrário do que costumo fazer, não li nada sobre o mesmo. Fui virgem ao cinema. Ouvi comentários de algumas pessoas, claro, mas procurei fazer abstração de qualquer juízo prévio. Então vou dizer: não gostei (bem baixinho)... Não gostei, tá legal? (já num tom mais alto). Porra, não gostei e ponto final (quase gritando).

Tá certo, até hoje as únicas adaptações de literatura para o cinema que me deram prazer foram exatamente aquelas cujos livros não li. Mas isso não significa nada...ou será que significa tudo?

Ensaio sobre a cegueira
é um dos melhores livros que já li. Lembro-me de que até chorei no final, pensando naquela idéia de que saber é sofrer que tá lá no Eclesiastes. Por isso mesmo, deixei a sala de cimena com aquela sensação de que justiça não foi feita. Penso que a simples presença de um narrador pontuando a história com passagens literais do texto de Saramago poderia ajudar bastante. Isso acontece no final do filme, mas já é tarde demais. Para mais da metade daquela sala, o filme contou a história de um bando pessoas cegas em razão de uma catástrofe apocalíptica e não a história do quanto é difícil você se encontrar na situação de ser a única pessoa capaz de pensar, de exercer a crítica, enfim de refletir e por isso mesmo ser responsável pelo destino coletivo.

Acredito que o filme não agrada nem ao comedores de pipocas, nem aos que esperavam algo mais... Estou sendo muito radical? Tá bom, procurarei rever o filme no último dia em que ele estiver em cartaz, para ver se sozinho na sala mudo (ou cego) de opinão...

Domingo, Setembro 21, 2008

E tudo correu bem...

Sexta-feira, Setembro 19, 2008


Será realizada finalmente amanhã, a tão comentada cerimônia de união homoafetiva lá no CCJ. Naturalmente, tenho acompanhado a celeuma na mídia que insiste em falar em "casamento gay", quando todo mundo sabe que de acordo com as leis brasileiras o casamento apenas pode ocorrer entre pessoas de sexo oposto. Muitos também alegam que o tal casamento contraria a Constituição, como se isso fosse uma grande inferência jurídica. É óbvio que sim, pois a Constituição é clara quanto à noção de família composta a partir de matriz heterosexual. Falar sobre isso é chover no molhado. Afinal, o que ocorrerá amanhã é tão somente a cerimônia simbólica de realização de uma parceria civil. Aliás, cerimônia "requentada", pois este mesmo casal, por interesses particulares que não cabe a mim comentar, já realizou duas vezes este ato em dois outros Estados brasileiros.
Queria deixar claro o lugar do CCJ neste acontecimento. Estamos apenas cedendo o espaço físico a uma entidade, o MEL, que é parceiro em diversas atividades acadêmicas ligadas aos direitos humanos. A comunidade do CCJ não endossa ou apoia a cerimônia em tela. Afinal, enquanto entidade laica e republicana o CCJ não referenda qualquer concepção de bem.
Isso não significa, entretanto, que o diretor da instituição não tenha suas próprias opiniões sobre o assunto. Pois bem, cartas sobre a mesa:
Primeiro o evidente: as pessoas com sexualidade dissidente são vítimas de tratamento discriminatório injustificado (além de uma inaceitável violência), quando na verdade, a Constituição estabelece uma regra de tratamento isonômico para todos. Com efeito, por que as pessoas LGBTI tem os mesmos deveres, porém não os mesmos direitos atribuídos aos hetrosexuais?
Segundo, não existe qualquer bom argumento moral que justifique o preconceito contra a população LGBTI. O que significa, por exemplo, dizer que a homossexualidade é "contrária à natureza"? Como diz o filósofo James Rachels, isso pode ter dois sentidos:
a) Contrária à natureza é uma qualidade não compartilhada pela maior parte dos seres humanos. Ora, o mesmo poderia ser dito dos canhotos. São poucos os canhotos, mas isso significa algo de errado?
b) contrário à natureza pode significar: contrário à finalidade dada pela natureza. No caso, portanto, a natureza atribuiu ao sexo a função de reprodução. Usar o sexo com outro fim é alterar a função natural, por conseguinte, é ir contra a natureza. Ora, por que o que deveria valer para as práticas sexuais não valeria igualmente para outras práticas sociais. A natureza criou o apetite para a fome, mas isso significa que só posso comer quando tenho fome e não apenas porque estou com vontade de fazer um lanchinho? Ou seja, por analogia, comer por fome sim, mas nunca por prazer...
No mais, que história absurda é essa de que o casamento deve sempre servir sempre ao propósito da reprodução e que por isso mesmo gays não podem contrair núpcias? Se fosse assim, qualquer pessoa estéril deveria ser impedida de casar: mulheres na menopausa, homens impotentes, pessoas incapazes de realizar um ato sexual, gente idosa e assim por diante.... Ora bolas,
O casamento gay nem é contrário à natureza, porque isso não significa nada (aliás, o casamento ele próprio é contrário à natureza porque seria mais "natural" se as pessoas apenas vivessem juntas...), e menos ainda uma idéia que ponha em risco a família. Notem bem, alguns gays querem o casamento, enquanto a maior parte, bem mais esclarecida, critica o casamento por considerá-lo uma instituição falida. Vejam só, ao contrário da acusação feita, as pessoas LGBTI que desejam o casamento estão aí exatamente defendendo a instituição família e exigindo-a com direito extensívo ao homossexuais...
Por fim, mas não por último: muita gente diz que a união homoafetiva contraria os preceitos da Bíblia. É bem verdade que existem passagens no texto das Escrituras condenando a homossexualidade. Porém, também temos passagens que condenam a ingestão de gorduras ou dizem como a barba deve ser cortada...
Em todo caso, vivemos numa sociedade laica e não podemos discriminar pessoas ou grupos em razão de uma tese religiosa.

Então que fique clara a minha opinião: também sou contra o casamento gay.... e viva a liberdade do amor!

Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Da boca do Deputado Nelson Pellegrino: "O que não pode é a ABIN montar aquela escuta telefônica, ficar lá vários dias ouvindo as conversas e depois descobrir, descobrir, descobrir..." Sim, perguntinha básica, descobrir o quê?
Até achei interessante ele ter falado em "moralidade democrática", mas enfim... Não aguento mais viver em um país onde o espião presta concurso público (alô Portugal,´tá na hora de vocês observarem isso...), ter nomeação publicada no diário oficial e assim por diante... Ok, chamem o ladrão...
Ps. Quem adora esse tal de garantismo é Daniel Dantas...
Ps2. Acho que nem na antiga URSS havia concurso público para espião...

Terça-feira, Setembro 16, 2008

Repassando texto da professora Deisy Ventura:

Infâmia no STF: lobos em pele de “Cordeiro”?


Estou louco, mas por astúcia. As célebres palavras de Hamlet bem definem o voto do Ministro Marco Aurélio no julgamento do pedido de extradição do militar uruguaio Manuel Cordero Piacentini. A cortina de completa confusão jurídica erigida pelo voto serve para esconder uma revoltante mescla entre a indiferença absoluta à jurisprudência internacional, a grave ignorância do direito comum da humanidade e a simples falta de valentia. Para espanto geral, foi acompanhada por Carlos Alberto Menezes Direito, Cármen Lúcia Antunes Rocha e Eros Grau, até que os Ministros Lewandowski e Peluso puseram fim, ao menos temporariamente, ao vexame que nossa Corte Suprema oferece ao mundo.

Pouco discernimento basta para desfazer a barafunda jurídica promovida pelo Ministro. Argentina e Uruguai clamam pela extradição deste torturador contumaz, preso em Santana do Livramento, em fevereiro de 2007. Naqueles países tramitam contra o agente público (foto ao lado) diversas ações penais que almejam sua responsabilização, entre outros crimes, pelo desaparecimento forçado do cidadão argentino Valdemar Soba Fernandes, ocorrido em 1976. Em primeiro lugar, entendamos o que é a extradição: um Estado pede a outro Estado que lhe entregue uma pessoa, a fim de que responda a processo ou cumpra pena em seu território. Unânime na doutrina que não cabe ao Estado demandado explorar o mérito da acusação, reservado exclusivamente ao Estado que pede a extradição. Pois o Ministro Marco Aurélio se pôs a tergiversar sobre a natureza do crime de Cordero. Em macabro entretenimento, pondera que, passado todo este tempo, a vítima deve estar morta, senão já teria aparecido ! Recorre, então, ao direito ordinário, como se lei especial não existisse, para dizer que se trata de homicídio, e ademais prescrito. Mas a boa pergunta não é: há seqüestro ou homicídio? Na verdade, a questão é: há jurista ou títere?

Ora, o desaparecimento forçado é um tipo penal próprio do direito internacional: nem seqüestro, nem homicídio. É imprescritível, por ser crime permanente, até que o corpo seja encontrado e a verdade sobre a morte apurada. O Ministro Marco Aurélio tem o direito de pensar que “feridas poderão vir a ser abertas” e que a anistia no Brasil “deve ser entendida como uma virada de página”, como declarou em seu voto. Mas o que interessa, no julgamento destes pedidos de extradição, a sua lamentável opinião sobre o alcance da Lei de Anistia do Brasil? Ao STF não cabe, nem nos melhores sonhos dos conservadores, tolher a coragem que os países vizinhos ostentam de julgar os seus agentes públicos que cometeram crimes contra a humanidade durante o regime militar.

Ainda que, em delirante imperialismo, o Ministro pretendesse impor sua interpretação da Lei de Anistia aos juízes argentinos e uruguaios, ressoa uma objeção técnica maior: desaparecimento forçado, tortura e execução sumária não são crimes políticos, logo não estão cobertos por lei de anistia alguma. Estamos diante de algo similar ao que, no futebol, na impossibilidade de entender a marcação do juiz, chamamos de “perigo de gol”. O que Marco Aurélio julga não é o lance em si, a extradição, mas o absurdo temor de que ela seja entendida como precedente no Brasil.

Não é por ter vivido anos no Uruguai, que ganhou grande parte do meu coração cosmopolita. Não é pela honra de ter trabalhado, em incontáveis reuniões dos movimentos sociais do Mercosul, com a Lilian Celiberti (uruguaia presa em Porto Alegre e torturada diante do seu marido e dos seus filhos). Tampouco é por ter conhecido os comitês da Frente Ampla, em Montevidéu, quando eu tinha apenas 17 anos, pela mão de minha amiga Cecilia Caballero. É pelo imenso amor que tenho pelo Brasil, terra adorada, que espero, ardente, pela radical mudança dos votos dos demais Ministros, rumo à lucidez; e para que aqui não se termine por parafrasear de outro modo o Bardo: fragilidade, teu nome é Direito. (DV, SP, 14/09/08)

Segunda-feira, Setembro 15, 2008

Não tenho conseguido postar muito. Até acho bom. Além de desobrigar-me, liberto os outros daquela curiosidade blogueira. Estou na fase em que o trabalho ocupa a maior parte do tempo e das preocupações. Até dezembro estarei assim, hibernando...

Domingo, Setembro 14, 2008

Fortemente recomendado pelos amigos Bruaca e Shiko... A quoi ça sert l´ammour? J´en sais rien, mais enfin, ça vaut la peine... Se bem que na minha situação é covardia. Mas vejam!

http://www.youtube.com/watch?v=aDOiWOlltzI&feature=related

Sábado, Setembro 13, 2008

Sim, fiquei não, estou sem internet... Só estou escrevendo aqui porque Gustavo Rabay, super gentil, emprestou-me seu 3G da Claro...
Muitos dias sem postar. Estive em São Paulo e na volta descobri que meu provedor faliu. Fiquei vários dias sem internet, sofrimento terrível, pois hoje a web é para mim bem mais importante que a geladeira. Posso tomar água natural, mas não sei ficar sem internet.
Em São Paulo foi muito bacana conhecer finalmente o Museu da Língua Portuguesa e ver a exposição sobre Machado de Assis (vale a pena uma espiadela em http://www.museulinguaportuguesa.org.br/museudalinguaportuguesa/index.html )
Pena que não tinha muito tempo para apreciar mais.

Ps. Saudades de tu cururu. Ontem teve início Ensaio sobre a cegueira nos cinemas de João Pessoa. Pena você não estar aqui!

Domingo, Setembro 07, 2008

Já estou sentindo a pressão por ter autorizado a cerimônia de união civil de pessoas do mesmo sexo na lá Faculdade. Contudo, posso ser acusado de tudo, menos de incoerente. Afinal, o novo PPP estabeleceu os direitos humanos como conteúdo transversal de todo o curso. Foi criada também uma dsiciplina específica tratando das minorias sexuais. Aprovamos por fim, como todos sabem, a constituição de um núcleo de estudos de gênero. Seria, portanto, muita incoerência não apoiarmos a realização do evento demandado. Na Universidade brasileira é assim: os gupos vulneráveis podem ser objetos de pesquisa, mas nunca sujeitos de direitos...

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Recebi ontem um ofício inusitado, mas muito significativo. Esqueci de mencionar algo importante no último post que é o fato do CCJ ter se convertido em uma referência nacional no campo dos direitos humanos. Pois bem, e tendo agora um núcleo sobre gênero, tal conversão se confirma. Mas efim, do que tratava o ofício: da solicitação, por parte do MEL, de autorização para fazer na Faculdade, a primeira cerimônia oficial realizada no Estado da Paraíba de união homoafetiva. De pronto deferi, pois isso é muito interessante do ponto de vista da luta contra a exlusão moral, contra o preconceito, pela igualdade e por direitos civis básicos. E!ntão, dia 20 de setembro, todos no CCJ!
Pensei em não publicar a réplica ao último post para não expor a autora. Mas enfim, quero dizer, sem qualquer espírito cabotino, que sou o primeiro a reconhecer os problemas da faculdade e, por obrigação, o primeiro a tentar resolvê-los. Sim, tentar, pois alguns são impossíveis, já que não dependem de mim. A primeira coisa que fiz ao assumir a direção do Centro foi fotografar o estado no qual ele se encontrava. Por exemplo, ali no hall existia uma “favela”, pois o escritório de prática jurídica havia sido expulso, isso mesmo, expulso do Forum da Capital. Logo que tomei posse, busquei auxílio da Professora Onélia Queiroga, ex-diretora do Centro, para que juntos pudessemos reverter aquela situação absurda. Hoje, como todos sabem, temos uma ótima sala no novo prédio do Forum situado ali na av. João Machado. Com a retirada da favela, passamos ao auditório que também estava em frangalhos, com carteiras e janelas quebradas. Recuperamos tudo. Compramos um novo aparelho de som, um computador só para o auditório e um data-show (nada disso havia por lá...). Resolvido o problema, passamos ao caso da biblioteca que também estava muito mal das pernas. Renovamos o espaço, compramos novos computadores e principalmente, compramos livros, que PASMEM, PASMEM, só agora, quatro anos depois, estão chegando (vejam como nem tudo depende de mim)... Da biblioteca para os departamentos que estavam todos amontoados numa única sala. Hoje cada um deles tem seu espaço. Contudo, o principal problema do CCJ parecia não ter solução. Diretores entravam e saiam e ninguem conseguia fazer com que o curso voltasse ao campus, até porque estavamos em plena época FHC com as universidades públicas vivendo na absoluta miséria. Tive sorte, reconheço. Lula na presidência, Polari na reitoria. Num trabalho em parceria com o reitor, conseguimos realizar este sonho e agora em outubro devemos inaugurar o novo CCJ. Creio que entraremos num período extremamente rico, pois simbolicamente o retorno ao Campus representa muito. A propósito, a volta ao campus não tem qualquer conotação revanchista. Estamos voltando porque crescemos muito e também porque precisamos do contato com os outros cursos, só isso. Posso falar também de outro projeto que consumiu três anos: a aprovação do novo projeto político-pedagógico. Pela primeira vez, alunos e professores do CCJ sentaram juntos para dicutir o currículo e as ações pedagógicas. Tudo bem, o novo PPP tem vários problemas, mas ele foi fruto de um trabalho democrático e participativo. Enfim, posso passar o dia escrevendo neste blog (o arquivo do CCJ com 50 anos de história que estava sendo comido pelos ratos, o fato de CCJ ser o único centro que não uma página na internet e assim por diante), mas paro por aqui. Só queria dizer que pessoalmente, como já confessei várias vezes aqui, ser diretor do CCJ é um ônus. Deixei de fazer o que gosto que é pesquisar e escrever. Gasto meu tempo tentando resolver coisas absurdas, como a falta de papel higiênico, por exemplo. Nestes quatro anos poderia ter escrito ao menos dois bons livros, sobretudo um manual para ser utilizado em sala de aula. Sinceramente, penso que perdi tempo e saúde, pois para aqueles que não sabem, tenho diabetes infantil e tomo insulina injetável todos os dias. Ficarei certamente cego e amputado, pois cada vez que aparece um pepino no CCJ a glicose sobe.. Mas estamos aí. Ser diretor tem também seu lado bom. Em todo caso, apesar de não poder fazer o que gosto, vejo que minha carreira não foi para o buraco. Como não me tornei um mero “administrador público”, mas mantive as minhas inúmeras atividades acadêmicas (sala de aula, na graduação e na pós, PIBIC, extensão, monitoria, orientação de alunos, palestras, conferências etc – tudo isso acessível, para fins de prova, junto ao currículo Lattes), continuo sendo visto, antes de tudo, como um professor. O convite que recentemente recebi para integrar o comitê da área de direito da CAPES, em Brasília, é a prova de que a burocracia não me destruiu por completo. E assim vou cumprindo com as minhas obrigações, levando toco de aluno. Com alguma sorte eles “passarão” e eu “passarinho”...

Ps. Na última vez que estive em Recife recebi um cumprimento da desembargadora Federal Margarida Cantarelli pelo fato de que estamos contratando quase vinte professores novos para o CCJ. O curso de direito da UFPE, disse-me a desembargadora, só consegiu uma vaga junto à reitoria... Pois é, casa nova e corpo docente renovado! E diretor velho...

Segunda-feira, Setembro 01, 2008

O Brasil não funciona. João Pessoa não é Paris. A UFPB não é Harvard. Nem por isso a gente deixa de fazer as coisas ou de perceber os avanços, apesar de tudo. Digo isso porque mais uma vez recebi um post que não irei publicar, pelo tom agressivo. Todas as vezes em que fui procurado pela mídia para falar do desempenho do CCJ destaquei: o que temos de melhor são os alunos. Isso não é demagogia, é justiça. É preciso muita paciência para tolerar as faltas dos professores, os erros que eles cometem, a falta de atenção por parte de muitos servidores e a ausência do diretor que não pode estar presente nos três turnos (o mesmo pode ser dito do reitor). E paciência, posso dizer, os alunos do CCJ têm muito, muito mesmo. Por isso, os bons estudantes superam tais dificuldades, procuram participar dos melhores projetos do Centro (PIBIC, Extensão e Monitoria), fazem intercâmbio universitário (sobretudo com países da Europa) e buscam auxílio dos melhores professores. Outros, em contrapartida, alimentam o discurso da amargura... Sejamos francos, o que acontece no CCJ, acontece em qualquer Universidade Pública (na UFPE, na USP, na UNB etc, etc, etc...). Mas enfim, aos pessimistas, sempre recomendo procurar uma faculdade privada cuja propaganda é: aqui todo mundo sabe quando entra e quando sai... Como assim? Fizeram um acordo com Deus?

Ps. Talvez um dos melhores professores do CCJ cometa erros de português... e nem por isso deixe de ser um exemplo de dedicação...